Minha entrevista na Revista Leia (nº 228)

Ola meus amigos! Ando meio afastado do blog por ter viajado direto no final de 2013. Estou devendo vários artigos aqui… mas 2014 chegou com tudo para colocar em dia esse blog que tanto gosto de escrever.

Nesse artigo coloco a disposição o texto da entrevista que fiz para a Revista Leia(ES) quando fui ministrar o meu Workshop na escola de fotografia FORMACOR.

Daniel Marins, fotógrafo
Cachoeiro recebeu o Workshop de Flash, ministrado por Daniel Marins e realizado pela Escola Formacor. Aos 24 anos Daniel Marins é um fotógrafo jovem e talentoso que vem se destacando com seus workshops no Rio de Janeiro, São Paulo e outras capitais. Ministra aulas de fotografia no curso de Pós Graduação da UNIGRANRIO-RJ e teve recentemente suas fotos em destaque no site da Editora IPhoto, sendo o vencedor do concurso Portfolio em Foco, que visa destacar novos talentos da fotografia nacional.

Marins começou sua carreira fotográfica em 2010 fazendo fotos para Casas de Shows. Em 2011 começou a se dedicar mais na área da fotografia de moda, retrato e publicidade se tornando membro da Associação Brasileira dos Fotógrafos de Publicidade (ABRAFOTO). Formado em Técnico em Eletromecânica pelo SENAI-RJ, já trabalhou também como Técnico em Informática. Sua especialização veio do próprio trabalho. “Não tenho nenhuma especialização em fotografia ou artes. Sou totalmente autodidata. Mas durante minha carreira tive aula em Workshops com Bob Wolfenson e Luiz Garrido”.

Quando e como começou a se interessar por fotografias?
Eu sempre tive contato com fotografia e cinema porque meu pai é cineasta, mas mesmo com essa influência eu nunca quis ser fotógrafo. Aos 19 anos (2010) comecei a brincar com fotografia numa câmera digital enquanto cursava Licenciatura em Física na UFRJ. Minha meta de vida era ser Professor de Física e Perito Criminal em Física. Aprofundei nos estudos de técnicas e linguagem fotográfica para ter uma visão mais seletiva e treinada para a Perícia Criminal. Comecei a estudar fotografia durante as aulas e esconder revista de fotografia dentro do livro de Cálculo, e percebi que tinha alguma coisa errada. Tranquei a faculdade e comecei a estudar dia e noite fotografia até receber uma ligação, em 2010, de uma Casa de Show aqui do Rio perguntando se eu fotografava shows. Nunca tinha feito nenhum trabalho profissionalmente. Falei que fazia e fui fotografar com uma câmera DSRL simples e fiz shows de nomes como: Fábio Junior, Paralamas do Sucesso, Alexandre Pires e outros. Assim comecei a minha carreira como fotógrafo profissional.

Quais foram suas principais referências/inspirações?
Eu me inspiro em pinturas do Renascimento, Barroco e Surrealismo como a dos pintores: Leonardo da Vinci, Rembrandt, Caravaggio, Van Eyck, Vermeer, Renoir, Ticiano, Magritte, Picasso, Rafael, Michelangelo, Salvador Dali, Botticelli, Velázquez, Tintoretto, Cézanne e Veronese; filmes dos diretores: Tim Burton, Peter Jackson, Stanley Kubrick, Quentin Tarantino, Ridley Scott, Steven Spielberg, Alfred Hitchcock e John Woo; e fotógrafos como: Richard Avedon, Norman Parkinson, Bill Brandt, Art Kane, Man Ray, Steven Meisel, Annie Leibovitz, Patrick Demarchelier, Albert Watson, Helmut Newton, Irving Penn, Mario Testino, Bob Wolfenson, J. R. Duran e Gui Paganini.

Em seu portfólio, quais trabalhos você mais se orgulhou de fazer?
Me orgulho muito dos meus trabalhos autorais de moda e nu, em que tento misturar referências e loucuras da minha cabeça e ver no final que consegui imprimir isso na fotografia feita por mim. Os trabalhos comerciais eu também gosto, entretanto me deixam um pouco limitado ao briefing do cliente. Gosto de liberdade para criar!

O que uma pessoa precisa para ser um bom fotógrafo?
Pelo meu ponto de vista um “bom fotógrafo” deve estudar muito e estar sempre se reinventando e aprimorando sua forma de ver o mundo e de trabalhar. Seja fazendo cursos, viajando, indo a congressos, visitando museu ou testando outras técnicas fotográficas.

Você ministra cursos de fotografias. Como são esses cursos?
Ministro oficinas desde 2011 regularmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Agora só estou ministrando o “Workshop de Flash Dedicado” e viajando com ele para outros lugares como Fortaleza, Belo Horizonte e agora aqui em Cachoeiro de Itapemirim. Durante a oficina a gente conversa e vê na prática as dificuldades de usar o flash dedicado em situações do cotidiano da maioria dos fotógrafos, discutimos sobre comportamento de luz, dou dicas em cima de minhas experiências, mostro modificadores de luz e discutimos a iluminação artificial portátil por meio do uso de flashes dedicados fora da câmera. Esse recurso proporciona trabalhar esquemas de luz típicos de estúdio aplicados em ambientes externos, possibilitando a equalização da luz ambiente com a luz do flash e potencializando formas criativas de iluminação.

Revista Leia – Edição nº228 – 19 de Outubro de 2013

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